09 agosto 2010

Quero morar no Magic Kingdom






A magia chegou ao fim...
Tenho tantas coisas pra falar desta viagem inesquecível que fica difícil saber por onde começar.
Vou falar aleatoriamente sem classificar ordem ou passeios.

Primeiro quero ressaltar um fato que já havia ouvido falar  e em sites que abordam a viagem a Orlando, a tal: "depressão pós-Disney"... É uma saudade inexplicável.
Por mais que eu expresse com palavras e fotos a beleza e o encantamento daquele lugar, quem nunca esteve lá é incapaz de avaliar a imensidão de sentimentos que nos rodeiam. TUDO lá é perfeito e criado pra que você seja bem recebido, daí a tristeza da volta e a inevitável comparação com nosso país.

Eu não quero me tornar uma pessoa que desvaloriza o que tem e engrandece o que vem de fora mas infelizmente as coisas naquele lugar acontecem e não tenho como evitar a crítica!

Se você comprou U$ 1.43 tenha certeza que seu troco não será arredondado, você receberá 0,02 cents de volta sempre que passar por esta situação! E eles têm moedas, nunca me pediram pra facilitar o troco ou quiseram me dar uma "balinha" em substituição.

Carro velho? Eu não vi em 16 dias lá algum carro pequeno e considerado "popular" aqui, algo como celta, uno, etc. Muito carrão...isso sim!

Como eu vi muçulmanos naquele país! Muitas mulheres de burca e lenços cobrindo o rosto num calor de mais de 40°, por todos os lugares que fui  havia pelo menos uma família! Chegava a dar agonia, mas minha irmã fez um comentário pertinente: "acho que elas não sentem calor, nunca as vi se abanando", e é verdade! Parecia que elas estavam alheias ao clima...enquanto derretía de suor vestindo short e camisa leve, aquelas mulheres sempre de mangas compridas e às vezes apenas um pedaço do rosto à mostra parecia que a temperatura alta não as atingia.

Ahhh...os parques! Não sei definir qual gostei mais.
Mas posso dizer aquilo que odiei!
Meus amigos, a fama do brasileiro mal educado tem fundamento.
Acho que a abominável "lei de Gerson", em querer levar vantagem em tudo, foi aplicada de forma generalizada pelos adolescentes brasileiros com raríssimas exceções.
Enfrentar filas dos brinquedos? E do buffet do café da manhã? Se algum de seus amigos já estivesse na fila, coitado de quem estava atrás, pois era garantia de lugar ao grupo dos outros restantes.

Não! Não! Não!
Eu NÃO aceito a teoria que defende que "eles fazem isso por causa da idade"...
Eles fazem isso porque não foram educados a praticar o respeito pelas outras pessoas e, se com esta idade já pensam assim posso avaliar quando chegarem ao mercado de trabalho.

Se havia batucada, cantoria, gritaria, gente pulando bancos, furando filas ou querendo aparecer, bastavam alguns segundos  que imediatamente reconhecia um conterrâneo. Infelizmente para grande maioria isso é espontaneidade do povo brasileiro, mas por que chamar atenção para o lado negativo?
Enfim, tirando a vergonha nacional tudo foi maravilhoso!